As vezes fecho os olhos
e no meu imaginário
Abro os braços e espero
Começa pelos cabelos
e depois são as roupas
E aos poucos vem a fúria
Como a de uma orquestra
Ouço as folhas baterem
as portas balançarem
Os papéis voandos
e as ventanias ficam fortes
As árvores sendo arrancadas
sinto como se tudo estivesse
sendo carregado pelos ares
Somente eu fico lá parado
Tendo total consciência
Da minha poderosa imaginação
eu in vento.
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Poeminha em homenagem a rara brisa que bateu por aqui.
