segunda-feira, 9 de novembro de 2009

ventos

As vezes fecho os olhos
e no meu imaginário
Abro os braços e espero

Começa pelos cabelos
e depois são as roupas

E aos poucos vem a fúria
Como a de uma orquestra

Ouço as folhas baterem
as portas balançarem
Os papéis voandos

e as ventanias ficam fortes
As árvores sendo arrancadas
sinto como se tudo estivesse
sendo carregado pelos ares

Somente eu fico lá parado
Tendo total consciência
Da minha poderosa imaginação

eu in vento.


----------------------------------------------------------------------

Poeminha em homenagem a rara brisa que bateu por aqui.